Bem-vindo ao
Arquivo Genealógico
da Família Gontijo

Conheça as origens e legados da nossa família, preservados por gerações.

Explorar a Árvore
06 de julho de 2026

Sobre o Projeto

O Arquivo Genealógico da Família Gontijo é fruto de décadas de pesquisa e respeito pela nossa história. Este projeto não se limita a uma mera lista de nomes e datas: ele busca reconstituir, com rigor documental, as trajetórias de vida, as migrações e as alianças que formaram nossa linhagem ao longo de mais de cinco séculos, desde os primórdios da ocupação até os dias atuais.

Nossa abordagem é deliberadamente estrutural. Mais do que catalogar exaustivamente cada filho de cada geração, dedicamo-nos a traçar troncos e ramos genealógicos fundamentados em documentos primários: certidões paroquiais, inventários post-mortem, testamentos, habilitações matrimoniais, processos judiciais e registros cartoriais. Cada peça documental é uma testemunha silenciosa de um passado que insiste em se fazer presente.

Embora nosso ponto de partida e foco atual seja o Sub-ramo Américo Gontijo e Alzira Amélia Nogueira, compreendemos que a história de uma família não se encerra em seus descendentes diretos. Por isso, disponibilizamos generosamente documentos de ancestrais colaterais e outros ramos paralelos. Este acervo, cuidadosamente organizado e digitalizado, visa oferecer a qualquer pesquisador, descendente ou interessado os materiais necessários para dar continuidade a suas próprias investigações. O projeto é, antes de tudo, uma ferramenta colaborativa de resgate histórico.

A estrutura do arquivo está organizada a partir de grandes troncos, que se desdobram em ramos e sub-ramos, cada um documentado com suas respectivas fontes:

Tronco Manoel da Costa Gontijo I (1715–1776): Imigrante português oriundo de Braga, radicado em Barbacena-MG. É a base da família Gontijo no Brasil. Deste tronco, emerge o Sub-ramo Américo Gontijo, que nos interessa de perto.
Ramo Francisca de Paula Azeredo Coutinho (1802–1850): Filha primogênita do Capitão João de Freitas Pacheco de Azevedo Coutinho, foi deserdada pelo pai por manter uma união estável fora do matrimônio. Sua história de apagamento documental é um dos capítulos mais pungentes de nossa genealogia. Apesar da exclusão material, sua descendência prosperou em Formiga-MG, unindo-se posteriormente aos Gontijo. Sub-ramo Américo Gontijo e Alzira Amélia Nogueira: Eixo central de nossa pesquisa atual. Américo Gontijo, filho de José Theodoro Gontijo e Anna Rosa de Viterbo, casou-se com Alzira Amélia Nogueira, neta do Capitão Carlos José Nogueira. Este sub-ramo é o fio condutor que liga as antigas linhagens mineiras, paulistas, fluminenses e judaica-sefarditas ao presente, e é a partir dele que organizamos boa parte da documentação disponível.
Tronco Tibiriçá (1475–1562): O grande cacique tupiniquim que acolheu os jesuítas e colaborou com a fundação de São Paulo. Sua filha, Bartira, casou-se com o náufrago português João Ramalho, dando origem à mameluca aristocracia paulista. A linha de sucessão documentada atravessa os Camacho, os Bueno da Veiga, os Rendon, e desemboca nos Azeredo Coutinho, conectando-se ao Ramo Francisca.
Tronco Judeu-Sefardita João Lopes de Elvas (1548–1624): Cristão-novo de origem judaica, perseguido pela Inquisição portuguesa em dois processos (1596 e 1618). Sua filha, Maria da Costa, também processada, foi mãe do Capitão Diogo da Costa Tavares, meio-irmão do bandeirante Antônio Raposo Tavares. Este tronco documenta a dolorosa trajetória dos sefarditas forçados a migrar para o Brasil, onde seus descendentes se integraram à sociedade colonial. Os processos inquisitoriais, integralmente digitalizados, são testemunhos vivos dessa perseguição. Este tronco desemboca no Ramo Nogueira de Formiga-MG e, através de Francisco Antonio Nogueira (1848–1898), se une com a Família Gontijo quando sua filha Alzira Amélia Gontijo casa com Américo Gontijo em 1909.
Tronco Judeu-Sefardita Antônio Bicudo (c. 1540 – após 1598): Outro ramo sefardita, vindo dos Açores e estabelecido em São Paulo. Ouvidor e bandeirante, sua filha Maria Bicudo casou-se com o Capitão Manuel Pires. A linhagem Bicudo, através de Maria Bicudo Tavares, conecta-se ao Tronco João Lopes de Elvas, formando uma intrincada teia de famílias de cristãos-novos que contribuíram ativamente para a expansão territorial da Capitania de São Paulo.

Cada um desses troncos e ramos é apresentado com suas respectivas fontes, permitindo que o pesquisador verifique, amplie ou corrija as informações. Disponibilizamos não apenas as conclusões, mas os próprios documentos digitalizados, às vezes transcritos e, sempre que possível, contextualizados.

Convidamos a todos os interessados a explorar este acervo, a utilizar os documentos para suas próprias pesquisas e, se desejarem, a contribuir com novas descobertas. A memória de uma família é um patrimônio coletivo, e sua preservação depende do esforço conjunto de todos aqueles que se reconhecem nela.

Manoel Gontijo


Nossas Linhagens

Acompanhe a trajetória de alguns dos nossos ancestrais ao longo da história:

Tronco Manoel da Costa Gontijo I (1715 – 1776): sua descendência com Antônia Maria da Costa até a 3ª geração ↳ Ramo Francisca de Paula Azeredo Coutinho: seu vínculo com João de Freitas Pacheco de Azevedo Coutinho ↳ Sub-ramo Américo Gontijo e Alzira Amélia Nogueira Tronco Tibiriçá (1475-1562): sua descendência até o Ramo Nogueira-Gontijo em Formiga-MG Tronco Judeu-Sefardita João Lopes de Elvas (1548 – 1624) Tronco Judeu-Sefardita Antônio Bicudo (c. 1540 – após 1598) Tronco Antônio de Mariz (1537 – 1584): Ascendência até séc. XIII e Descendência até Ramo Francisca Azeredo Coutinho

📢 NOVIDADES

Últimas Adições ao Arquivo

Atualizado em 07 de julho de 2026

07/07/2026 📜 Inventário Rosa de Viterbo Gontijo da Fonseca (1927) — Rosa Viterbo Gontijo da Fonseca — inventariante: seu genro Noé Bueno
07/07/2026 📜 Inventário Francisco Gontijo da Fonseca (1934) — filho de Domingos Francisco Gontijo (1813–1902) e Maria Fernandes da Fonseca Gontijo (1850–1906) — inventariante: o filho Pedro Gontijo da Fonseca
07/07/2026 📜 Inventário Mariana Cândida de Mendonça (1870) — esposa de Clemente José Pereira — inventariante: o marido — mãe de Rosa de Viterbo do Amor Divino

📜 Inventários e Testamentos

A base de qualquer pesquisa genealógica sólida está nos documentos primários. Reunimos neste acervo digital inventários post-mortem e testamentos que abrangem desde o século XVII até o início do século XX, abrangendo as linhagens Gontijo, Bicudo, Azeredo Coutinho e Nogueira.

Estes documentos judiciais e paroquiais são peças-chave para a compreensão das estruturas familiares, da posse de terras e da transmissão de patrimônio ao longo das gerações.

📂 Acessar o Acervo Completo

Registros da Inquisição

Os registros da Inquisição preservam memórias de um período doloroso da história, marcado pela perseguição religiosa promovida pelo Santo Ofício. Incluímos estes documentos com o objetivo de preservar a memória completa de nossa linhagem, honrar a resiliência de nossos antepassados e oferecer contexto histórico para as futuras gerações.

Nome Processo Ano Nota Histórica
Isabel Lopes (mãe de João Lopes) No. 4177 | Transcrição 1560
João Lopes de Elvas (1º Processo) No. 2895 | Transcrição 1596
Diogo Fernandes de Elvas (irmão de João Lopes) No. 11527 | Transcrição 1618
Teotonio Gomes (filho de João Lopes) No. 11436 | Transcrição 1618
João Lopes de Elvas (2º Processo) No. 7421 | Transcrição 1618
Maria da Costa (filha de João Lopes) No. 11992 | Transcrição 1618
Inês Alvares (esposa de João Lopes) No. 4579 | Transcrição 1562

Nota de Pesquisa: A Linhagem de Maria da Costa

A trajetória de Maria da Costa, filha de João Lopes de Elvas, integra um contexto mais amplo de resistência e adaptação dos cristãos-novos no século XVII.

Acessar análise acadêmica (PDF)

Nota de Pesquisa: A Conexão Judaica de Lourenço Garcia Fontoura

O artigo publicado na ASBRAP n.º 30 detalha a descendência de Lourenço Garcia Fontoura e a sua conexão com o tronco de Maria da Costa, através de sua esposa Isabel Ribeiro de Lima.

Acessar análise acadêmica (PDF) Acessar Revista ASBRAP no. 30/2023 (PDF)